IVECO FIAT/ OTO MELARA CENTAURO B-1

O caça tanques do exercito italiano

DESCRIÇÃO
O Centauro B-1 pode ser considerado um veiculo pioneiro no conceito que ele traz. Um blindado com uma grande mobilidade fornecida pela sua configuração tracionada por 8 rodas e um poder de fogo comparável a de um MBT da linha de um MBT como o M-60. O exercito italiano pediu que se desenvolvesse um blindado com essas características em meados dos anos 80 sendo que em 1991 ele entrou em produção para servir a uma encomenda do exercito italiano para 400 blindados da versão antitanque e reconhecimento, mais 249 unidades para funções como transporte de tropas, porta morteiro e comando. A Espanha também adquiriu 84 unidades deste poderoso veiculo. Recentemente, o exercito brasileiro avaliou este blindado no Rio de Janeiro, no campo de testes de Marambaia, onde o Centauro mostrou todas as suas qualidades, incluindo o seu poder de fogo, com disparos de diversos tiros de 105 mm na versão APDS (Flecha) perfurante de blindagem. Embora o Centauro tenha causado uma impressão muito positiva nos oficiais do Exercito Brasileiro responsáveis pelos testes, o alto valor do veiculo impediu que fosse adquirido, assim como a opção do exercito em desenvolver uma família de blindados completamente nova e com tração 6X6, através de um contrato com um dos fabricantes do Centauro, a Iveco Fiat.
Acima: Um modelo em plastico do Centauro B-1. Este modelo apresenta detalhes impressionantes em relação ao Centauro original.
O Centauro atinge uma velocidade máxima de 110 km/h em estrada, o que é excepcionalmente bom para um veículo com 25 toneladas, sendo que a aceleração é 0 a 70 km/h em 30 segundos. Esse desempenho é proporcionado por um motor Iveco V6 turbo alimentado e refrigerado a água que produz 512 Hp de potencia. Os pneus do Centauro são do tipo “run flat”, e sem câmaras, por tanto, extremamente resistente a tiros, podendo percorrer até 80 km de distancia com os pneus furados por tiros. O Centauro é capaz de entrar em rios com profundidade de até 1,5 m, superar trincheiras de 1,2 m e obstáculos verticais de até meio metro. Certamente que esses números são inferiores a veículos sobre lagartas, porém o cenário de guerra moderna é mais urbano e condições maiores que essas não serão comuns qualificando o Centauro a operar tranqüilamente nesse cenário.
Acima: A capacidade do Centauro de superar obstaculo é bastante elogiada, graças a sua configuração 8X8.
O armamento do Centauro, em sua versão de reconhecimento e caça tanques é composto por um potente canhão Oto Melara de 105 mm e 52 calibres, qualificado para disparar todas as munições padrões da OTAN. Além do canhão, há duas metralhadoras MG-3 em calibre 7,62X51 mm, sendo uma delas coaxial e a outra montada em um suporte acima da torre. Caso o cliente queira, a metralhadora de cima da torre pode ser substituída por uma mais potente metralhadora M-2 HB em calibre .50 (12,7 mm). O canhão Oto Melara de 105 mm é giro estabilizado sendo, portanto, capaz de disparar com precisão contra os seus alvos, mesmo que o Centauro esteja em movimento, ou que o alvo também esteja em movimento. São transportados 14 granadas que estão prontas para disparo e mais outras 26 que ficam estocadas na torre. O carregamento é feito manualmente pelo artilheiro. É interessante notar que existe uma versão do Centauro que usa um canhão de 120 mm, porém nenhum país tem encomenda para esta versão até o momento.
Acima: O Centauro acima está armado com o novo canhão de 120 mm qualificado para disparar todos os tipos de munições desse calibre diponiveis para a OTAN.
O sistema de mira é feito por diversos sistemas, começando por um computador de tiro conhecido como TURMS usado no MBT Aríete. A mira estabilizada do artilheiro possui um telêmetro a laser e imagens térmicas para uso em situações de baixa luminosidade. Já o comandante conta com uma mira panorâmica com intensificador de luminosidade e com um display que recebe as imagens térmicas da mira do artilheiro.
Acima: O tamanho do Centauro impressiona a primeira vista. As dimensões avantajadas deste blindado facilitaram a instalação e uso do potente canhão de 105 mm.
A blindagem do Centauro é capaz de “segurar” projéteis de calibre 14,5 mm e fragmentos de explosivos em toda a sua carroceria, porém com preparação, pode-se incrementar essa capacidade para suportar impactos de até 30 mm, principalmente na frente do Centauro. Além disso, o Centauro está preparado para operar em ambiente NBC (nuclear, Químico e Biológico) através do sistema de ar condicionado do veiculo. Um sistema de alerta de iluminação laser pode ser montado também, informando a tripulação de que o Centauro está sendo iluminado por laser e possivelmente atacado por projéteis guiados por esse sistema. Caso seja detectado esse tipo de ataque o Centauro conta com 8 granadas de fumaça que visam anular a iluminação do projétil ou míssil inimigo.
Acima: O Centauro de transporte de infantaria e combate VBC é outra das versões disponiveis deste magnifico blindado. A configuração de armas é similar ao encontrado nesse tipo de veículo atualmente, com um canhão de 25 mm fabricado pela Oerlikon.
O objetivo deste artigo é o de descrever a versão caça tanques do veículo Centauro, porém, por ser um blindado modular, há diversas outras variantes importantes do Centauro que é importante lembrar. O Centauro pode ser configurado como viatura de combate e transporte de tropas (IFV), habilitado a transportar até 8 soldados equipados além da sua tripulação de três soldados. O Centauro IFV é armado com um canhão automático de 25 mm modelo KBA fabricado pela Oerlikon. Este eficiente canhão é capaz de disparar 600 tiros por minuto, granadas de 25 mm de diversos tipos como perfurantes de blindagem, traçantes, incendiarias, etc O alcance efetivo deste canhão é de mais de 1500 m. O carregador deste canhão transporta 200 cartuchos.
Acima: Esta foto foi feita no Rio de Janeiro, na ocasião da demonstração do Centauro para o exercito brasileiro (foto: Expedito C. S. Bastos, via Defesanet)
O conceito do blindado sobre rodas armado com um canhão similar ao usado a tanques MBT tem ganho atenção de forças armadas sérias como as dos Estados Unidos que encomendaram a versão do Piranha III armado com um canhão de 105 mm sob o nome de M-1128, cujo o carregamento do canhão se dá de forma automática, enquanto os russos já haviam instalados canhões de 76 mm e de 100 mm em viaturas de transporte de tropas como a família BMP. O Brasil mesmo, nos anos 80, tinha um protótipo de um interessante projeto dessa categoria chamado EE-18 Sucuri desenvolvido pela poderosa Engesa, fabricante do famoso MBT Osório EE-T-2. O Sucuri usava um canhão Oto Melara de 105 mm igual ao usado no Centauro atual. Mais uma chance perdida para as forças armadas do Brasil de ter um moderno veiculo que na época de sua concepção poderia até ser considerado um pioneiro no segmento dele, graças ao descaso irresponsável dos inúmeros governos que se sucederam no poder deste país.
Acima: O Engesa EE-18 Sucuri foi um blindado caça tanque sque foi oferecido ao exercito brasileiro em meados dos anos 80, porém descartado por falta de recursos para sua aquisição. Mais uma chance perdida para o Exercito Brasileiro
FICHA TÉCNICA (Centauro caça tanques)
Velocidade máxima: 110 Km/h.
Alcance Maximo: 800 Km.
Motor: Iveco V6 turbo refrigerado a água com 512 hp a diesel
Peso: 25 Toneladas.
Comprimento: 8,55 m.
Largura: 3,05 m
Altura: 2,73 m. 
Tripulação: 4.
Inclinação frontal: 60º
Inclinação transvesal: 30º
Passagem de vau: 1,5 m
Obstáculo vertical: 0,50 m
Trincheira: 1,2 m
Armamento: Um canhão Oto Melara de 105 mm e 52 calibres; 2 metralhadoras MG-3 cal 7,62X51 mm (uma coaxial) ou uma metralhadora M-2HB cal .50 (12,7 mm) mais uma MG-3 coaxial, 8 granadas de fumaça.
Acima: Um visão em 4 dimensões do Centauro B-1
ABAIXO TEMOS UM VIDEO QUE MOSTRA OS BLINDADOS DO EXERCITO ITALIANO, INCLUINDO O CENTAURO.
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